Médicos da rede municipal do Paulista aprovam paralisação de 72 horas 

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Por Redação
13 de fevereiro de 2026 às 09h15min
Foto: Divulgação

Decisão foi tomada por unanimidade em Assembleia Geral Extraordinária on-line, diante da falta de respostas da gestão municipal e das precárias condições de trabalho.

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada de forma on-line, via Zoom, nesta segunda (9), os médicos da rede municipal de saúde do Paulista aprovaram, por unanimidade, a paralisação das atividades por 72 horas, nos dias 03, 04 e 05 de março.

A decisão da categoria ocorre em razão da ausência de respostas da Prefeitura às reivindicações apresentadas, especialmente relacionadas ao pleito salarial e às condições de trabalho e de infraestrutura nas unidades de saúde do município. O cenário tem gerado crescente insatisfação entre os profissionais e preocupação com a segurança assistencial oferecida à população.

A AGE foi coordenada pelo diretor do Simepe, Rodrigo Rosas, e contou com a participação de diretores do sindicato, médicos da rede municipal e do advogado da Defensoria Médica, Diego Galdino, reforçando o caráter coletivo, democrático e institucional da deliberação.

Durante a assembleia, Rodrigo Rosas destacou as negociações mantidas com a Secretaria Municipal de Saúde, que se comprometeu a apresentar respostas às demandas da categoria, mas não cumpriu o prazo estabelecido, aprofundando o desgaste e a insatisfação dos médicos.

O diretor também relatou as visitas técnicas realizadas nesta segunda, nos turnos da manhã e da tarde, pelo Simepe em conjunto com o Cremepe, as unidades de saúde do município, entre elas:

– Policlínica Adolfo Speck – Artur Lundgren I
– Policlínica Josino Guerra – Maranguape I
– Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)  
– Prontoclínica Torres Galvão (PTG)

Durante as inspeções, foram constatadas condições estruturais preocupantes, com ambientes que não oferecem condições adequadas para o exercício da medicina. Entre os problemas identificados estão infiltrações, presença de mofo em tetos e paredes, matagal no entorno das unidades, entulhos de obras e fragilidades estruturais diversas, comprometendo a segurança assistencial e a qualidade do atendimento à população.

Diante desse cenário, o Simepe irá encaminhar ofício à Secretaria Municipal de Saúde, cobrando medidas emergenciais e respostas efetivas às reivindicações da categoria, além de acompanhar de forma permanente as demandas identificadas, reafirmando seu compromisso com a defesa dos médicos e da assistência segura à população.

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