
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, divulgou nota oficializando que não vai disputar a eleição deste ano para tentar voltar à Câmara Federal.
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Num extenso texto, ele explica como tomou a decisão e reconhece o apoio do pai na sua vida pública. Disse, entretanto, que continuará cumprindo o desafio de contribuir com o governo Lula e se afastar, momentaneamente, da carreira eleitoral.
Confira:
É sobre viver o agora e deixar um legado.
Ter sido eleito deputado federal aos vinte e um anos de idade foi uma honra imensa. Ver Brasília se descortinar ainda tão jovem, conhecer grandes nomes da política nacional e testemunhar momentos decisivos da nossa história — tudo isso teve, e ainda tem, um valor real para mim.
Tenho um coração profundamente grato. Esse sentimento é sincero e palpável na minha vida. Sou grato a Deus pela própria existência, aos meus pais, às amizades que construí ao longo do caminho e às oportunidades que recebi.
Sei, porém, que não teria chegado a Brasília sem meu pai, Zé Queiroz, pavimentando o caminho antes de mim — essa foi minha porta de entrada no grand monde.
Cheguei a Brasília há 31 anos sem conhecer praticamente nada. Houvera sido vereador, cursava Direito, gostava de ler e já era espírita. Trazia comigo os valores que aprendi em casa e uma adolescência marcada por experiências diversas: fui de produtor de shows de rock a líder estudantil que organizou uma paralisação no colégio da própria família.
Voltando ao presente.
Hoje, aos cinquenta e três anos, ocupo o cargo de ministro de Estado da Previdência Social. E o faço ao lado do presidente Lula, a quem reconheço como a mais extraordinária liderança política do nosso tempo. Não é pouca coisa.
Assumi o ministério sem festa, sem pompa, no meio da maior crise do governo. “Não dura quinze dias”, diziam. Enganaram-se.
Sem saber quanto tempo teria, viver intensamente o presente virou necessidade; deixar um legado, missão de vida.
Reorganizei a equipe, revisei processos, implementei governança, trouxe os órgãos de controle para dentro do ministério. Adotei o rigor institucional. Estabeleci uma gestão centrada na transparência e na integridade — sem jamais perder a ternura.
Restaurar a confiança na previdência social não era apenas necessário — era imperativo. E fazê-lo com leveza foi, desde o início, uma escolha consciente.
Hoje, contando exatos onze meses à frente do ministério, chegou o momento de decidir: disputar a eleição para deputado federal ou permanecer no ministério?
Nunca tive tanta clareza de que não sou um agente isolado. Sou parte de um todo — uma árvore que não perde de vista a floresta.
Em diálogo franco com o presidente Lula, recebi dele não apenas um convite, mas uma convocação: permanecer. E permaneço. Porque há momentos em que servir exige renúncia — e é nela que se revela a verdadeira dimensão do compromisso público.
Aos amigos e eleitores, peço compreensão pela complexidade dessa decisão e espero ver Zé Queiroz eleito deputado estadual, devolvendo a Caruaru uma representação forte e altiva na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Ambos merecem.
Assim, defino meu futuro e me despeço momentaneamente da disputa eleitoral. Vou me dedicar integralmente ao desafio que aceitei: continuar cuidando desse gigante gentil que é a Previdência Social do Brasil — o maior sistema de proteção social do mundo.
Precisamos torná-lo cada vez mais sólido, eficiente, confiável e duradouro.
Quero percorrer o Brasil defendendo a Previdência Social e caminhando ao lado do presidente Lula em sua jornada de reeleição, que considero decisiva para o futuro do país.
É sobre viver o agora e deixar um legado.
É disso que se trata.
Wolney Queiroz
Ministro da Previdência Social
