
Nesta terça (4), a sessão da Câmara Municipal do Recife foi marcada pelo retorno do vereador Osmar Ricardo (PT), que voltou a ocupar uma cadeira na Casa, depois da vereadora Flávia de Nadegi (PV) ser convocada pela governadora Raquel Lyra (PSD) para assumir o Iassepe.
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A nomeação de Flávia aconteceu na semana passada e havia a expectativa de que Osmar fosse empossado na sessão de ontem (4), mas ele não compareceu à reunião em razão do falecimento de sua mãe, Iracema Albuquerque, ocorrido também nesta segunda.
Durante a sessão de hoje, o vereador Agora é Rubem (PSB) utilizou seus primeiros minutos na tribuna para dar boas-vindas a Osmar e solicitar um minuto de silêncio em memória da mãe do colega. A solicitação foi subscrita por outros vereadores. Em sua fala, Rubem, que apesar de integrar o partido de João Campos (PSB), é aliado de Raquel Lyra, aproveitou para relembrar o episódio que levou o petista de volta à suplência, após assinar o documento para a abertura de uma CPI contra o então prefeito do Recife.
Em sua breve participação, visivelmente abalado, Osmar Ricardo limitou-se à leitura do termo de posse e, em seguida, pediu licença ao presidente Romerinho Jatobá (PSB) para se retirar da sessão.
Em janeiro do ano passado, num gesto articulado para ampliar o espaço do PT na Câmara, João Campos convocou o parlamentar eleito, Marco Aurélio Filho (PV), para assumir a Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, abrindo espaço para que o primeiro suplente, Osmar Ricardo, ocupasse a cadeira.
Em meio às tratativas entre João Campos e o PT para as eleições, o vereador Thiago Medina (PL) apresentou um pedido para abrir uma CPI contra o prefeito e já contava com as adesões de 12 vereadores, faltando apenas um para atingir o número necessário. A assinatura restante foi dada justamente por Osmar, que preside o partido no Recife, mas se aproximou da governadora Raquel Lyra.
O movimento foi respondido de imediato por João, que exonerou Marco Aurélio Filho da secretaria para que ele retornasse à Câmara, levando Osmar novamente à suplência. Havia a expectativa de que na semana seguinte a chefe do Executivo estadual nomeasse Flávia de Nadegi em alguma secretaria para resolver a situação de Osmar, mas as tratativas duraram quase dois meses para dar certo.
