Cidades

Operação da PF investiga contratos firmados na gestão Geraldo Julio

Rebeka Vilaça
Foto: Divulgação

Nesta terça (2), a Polícia Federal deflagrou a Operação Check-in, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar a atuação de uma organização criminosa suspeita de corrupção de servidores públicos, desvio de recursos públicos e fraudes em processos licitatórios relacionados a contratos firmados com a Prefeitura do Recife na época da gestão do ex-prefeito Geraldo Julio.

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De acordo com a PF, as investigações tiveram início em 2026, depois da apreensão de canhotos de cheques durante a Operação Firenze. A partir da análise do material apreendido, os investigadores identificaram indícios de pagamento de vantagem indevida a um agente público do alto escalão da administração municipal. Segundo as investigações, os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra celebrados no ano de 2020.

Além disso, os valores que foram repassados pela Prefeitura, em 2020, à empresa investigada somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Desse montante, cerca de R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais. Segundo a PF, a empresa já possuía contratos com a Prefeitura do Recife antes de 2020, o que pode indicar um impacto ainda maior aos cofres públicos.

Ao todo, 32 policiais federais e dois auditores da CGU participam da operação, cumprindo oito mandados de busca e apreensão nos municípios do Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho.

Por meio de nota, a Prefeitura do Recife afirma que a gestão municipal não é alvo da operação e que está à disposição dos órgãos de controle para contribuir com as investigações. “A Prefeitura do Recife esclarece que não é alvo da operação Check-in, que trata de contratos referentes a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. O Executivo Municipal reforça que segue à disposição das instituições e órgãos de controle no apoio às investigações”, diz a íntegra do texto.