Política

Pité diz não trabalhar por interesses familiares, mas emprega esposa, filha, irmã e cunhados na Prefeitura de Quipapá

Redação
Foto: Reprodução

Embora responda as acusações de que foi traidor e ingrato afirmando que trabalha pela cidade e “não por interesses familiares de grupo político”, o prefeito de Quipapá, Genivaldo Pité (Republicanos), tem demonstrado que a prática da sua gestão contradiz a declaração feita durante entrevista ao Blog do Willamar Júnior, nesta sexta (12).

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O possível nepotismo observado na Prefeitura de Quipapá indica que a administração de Pité é um “negócio de família”. Da família dele, segundo comenta-se na cidade. De acordo com o Portal da Transparência, prefeito e familiares embolsam cerca de R$ 100 mil dos cofres municipais, mensalmente.

A suposta irregularidade nasce dentro da casa do prefeito. Sua esposa, Jucileide Bezerra, é secretária de Assistência Social e a filha, Amylka Bezerra é nutricionista da Cozinha Comunitária. Givanessa Bezerra, irmã do gestor, é secretária-adjunta de Saúde.

O procurador do município, Micael Bezerra; o gestor do QuipapáPrev, Misael Bezerra; e a coordenadora de programa na Secretaria de Educação, Juceilde Bezerra, são cunhados do prefeito. Também são cunhados de Pité o diretor do setor de tributos da Prefeitura, Moisés Bezerra; o secretário de Meio Ambiente, Severino Nierisson e a secretária-adjunta de Educação, Meziane Bezerra.

Por sua vez, Aline Daniele, esposa de Misael, e concunhada do prefeito, é enfermeira do município. Já Cleivia Bezerra, sobrinha da primeira-dama, é diretora escolar.

Integram ainda a lista Michelly Maiara de Amorim Lopes, auxiliar de serviços e cunhada de Micael; Juliana Jéssica da Silva, chefe de divisão na Secretaria de Administração e mãe do filho de Misael; e José Robson Silva dos Santos, eletricista da prefeitura e irmão de Nierisson.

Como se não bastasse, a presença da família se estende ao gabinete do deputado federal André Ferreira (PL). Mesmo estudando medicina em Olinda, o filho de Pité tem cargo parlamentar em Brasília, com salário que supera os R$10 mil.

O prefeito se posicionou após ter sido acusado pelo ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto e pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), de ter desonrado compromissos assumidos quando recebeu apoio do grupo político liderado pelo parlamentar na campanha de reeleição, em 2024. As declarações de Alvinho e do deputado foram feitas nesta quinta (11) à Rádio Quipapá FM.

Durante a conversa com o blogueiro, nesta sexta, Pité confirmou que, diferentemente do que foi pactuado, não apoiará os projetos de reeleição de Álvaro e de eleição de Gabriel Porto (PSB) para deputado federal, este ano e fez a declaração que é desmentida pela presença de familiares na gestão municipal.