
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) questionou, durante sabatina da CNN Brasil nesta terça (15), o discurso de dificuldades financeiras atribuído pela atual governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), à situação fiscal do Estado. João criticou o aumento do salário da governadora no início da gestão e defendeu que o orçamento estadual tenha como prioridade a população que mais precisa.
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Segundo João, Pernambuco mantém cerca de R$ 3 bilhões em disponibilidade de caixa, enquanto as medidas que pretende implementar representam aproximadamente R$ 900 milhões em custeio. O candidato também destacou que o IPVA zero para motos de até 180 cilindradas teria impacto inferior a R$ 100 milhões para o Estado, beneficiando diretamente cerca de 1,4 milhão de pessoas.
Ao apresentar suas primeiras medidas como governador, João Campos afirmou que pretende iniciar uma gestão voltada ao cuidado com a população e à ampliação de oportunidades. Entre as prioridades, estão a melhoria da saúde e da educação, a duplicação da rede de ensino técnico, a construção de quatro hospitais e a implantação de um programa de combate às facções criminosas.
“Literalmente, a primeira medida que farei como governador, após assinar o livro de posse, é tirar as grades que hoje bloqueiam o palácio do governo. Nós faremos um governo popular, um governo onde a gente vai colocar o povo no orçamento do Estado de Pernambuco”, declarou.
Na área da segurança pública, João Campos defendeu uma política baseada em critérios técnicos, com respeito aos direitos humanos, fortalecimento das forças policiais, prevenção e repressão qualificada. O candidato propôs um programa coordenado de combate às facções, com participação da Secretaria da Fazenda no enfrentamento à lavagem de dinheiro e à estrutura financeira das organizações criminosas.
Ao tratar do enfrentamento à violência contra a mulher, o candidato afirmou que Pernambuco precisa ampliar a rede de atendimento e fortalecer as ações de prevenção ao feminicídio. João propôs duplicar o número de delegacias da mulher e garantir que todas funcionem 24 horas.
Na educação, João Campos afirmou que Pernambuco perdeu protagonismo ao reduzir matrículas no ensino integral e no ensino técnico. O candidato defendeu a expansão e universalização do ensino integral, além da duplicação do número de estudantes da educação técnica.
Entre as propostas, estão a ampliação da educação infantil, a criação de um programa estadual de formação em tecnologia cinco vezes maior que o implementado no Recife e o Pé-de-Meia Pernambuco, com três iniciativas voltadas à permanência dos estudantes e à inserção no mercado de trabalho.
