
O secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, afirmou ter sido alvo de perseguição por parte de agentes da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Segundo a reportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record, trechos de comunicação interna indicariam que policiais civis estiveram envolvidos em monitoramento das rotinas do gestor e de seu irmão, que também atua na administração municipal.
Os relatos apontam que teria sido colocado um rastreador no veículo usado pelo irmão de Monteiro, e que informações sobre os deslocamentos eram compartilhadas em um grupo de mensagens chamado “nova missão”, com a participação de delegados e agentes.
A Polícia Civil negou qualquer irregularidade e informou que as ações tiveram origem em uma denúncia anônima que apontava a possível utilização de um veículo por servidor público municipal para recebimento de propina. A corporação destacou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), denúncias anônimas não permitem a abertura imediata de inquérito, servindo apenas como base para diligências preliminares.
De acordo com a PCPE, as verificações se restringiram à movimentação do veículo citado, seguiram todos os trâmites legais e não envolveram violação de privacidade ou exposição. Ao final da apuração preliminar, a Polícia Civil informou que não foi instaurado inquérito policial, por não ter sido constatada a prática de qualquer ato ilícito.
A Secretaria de Defesa Social convocou uma coletiva de imprensa para detalhar a investigação preliminar denominada “Nova Missão”, que teve como alvo Gustavo Monteiro. A entrevista vai acontecer no auditório da SDS, às 11h.
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Confira a nota da Polícia Civil de Pernambuco:
A Polícia Civil de Pernambuco informa que recebeu grave denúncia anônima, apontando a utilização de um veículo, por servidor público do município do Recife, para possível recebimento de propina.
Segundo jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), as denúncias anônimas não autorizam instauração imediata de inquérito policial, sendo utilizadas apenas como fonte de informação, razão pela qual foram iniciadas as diligências preliminares, como de praxe, focadas na movimentação do veículo em questão, para verificação da procedência ou não da denúncia.
Durante esse período, toda a investigação preliminar foi realizada seguindo todos os trâmites, sem qualquer tipo de violação de privacidade ou de exposição.
Ao fim do período investigado, não houve instauração de inquérito policial, uma vez que não foi constatada a prática de nenhum ato ilícito.














