Cabo de Santo Agostinho lança Plano Popular de Prevenção à Letalidade Infantojuvenil

Notícias
Por Redação
1 de fevereiro de 2026 às 13h15min
Foto: Divulgação

Em resposta direta à crise de segurança que posicionou o município como o 5º mais violento do Brasil em 2025, o Fórum das Juventudes do Cabo (FOJUCA), em parceria com o Centro das Mulheres do Cabo (CMC) e a ONG Arco, lança o Plano de Prevenção à Letalidade de Crianças, Adolescentes e Juventudes. O documento é fruto de conferências populares e propõe 142 páginas de diretrizes para enfrentar a violência armada e a exclusão social.

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Com uma taxa de 73,3 mortes por 100 mil habitantes, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025), o Cabo de Santo Agostinho, localizado na Região Metropolitana do Recife  (RMR) vive um cenário crítico. Somente no último ano, 141 vidas foram perdidas, segundo a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS/PE), sendo 90% das vítimas jovens negros periféricos de 15 a 29 anos. 

Dados do Instituto Fogo Cruzado reforçam a urgência: o município ocupa a 5ª posição em violência armada na RMR, com pessoas vitimadas por balas perdidas muitas vezes dentro de casa.

O plano se diferencia por ser uma construção “de baixo para cima”. Em 2025, foram realizadas escutas diretas com jovens negros, periféricos, mulheres e a comunidade LGBTQIAPN+ nas áreas mais vulneráveis da cidade. O documento está estruturado em eixos estratégicos que vão além da segurança pública, abrangendo educação, geração de renda, cultura e acesso à justiça.

“A construção deste plano é uma crítica ao esvaziamento dos canais institucionais e um instrumento de luta pelo direito de viver sem medo”, afirma Glaubberthy Rusman, 27 anos, integrante do FOJUCA.

Para o movimento, o plano confronta a “criminalização da pobreza” e a omissão do poder público diante da quinta maior economia de Pernambuco, que não se reflete em proteção para sua juventude.

O Plano de Prevenção à Letalidade está disponível para consulta pública e pode ser acessado através do site do Centro das Mulheres do Cabo  e pelas redes sociais do FOJUCA.

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