
A governadora Raquel Lyra (PSD) negou ter utilizado a estrutura do Estado para perseguir adversários políticos após denúncias de suposta espionagem durante sua gestão. Em entrevista ao UOL, concedida nesta segunda (29), a chefe do Executivo estadual afirmou que todas as ações da Polícia Civil seguiram os protocolos legais e que o Governo prestará os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.
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“Então, o que temos colocado é todos os esclarecimentos que tenham pedido para nós, a gente vai fazer, mas com uma convicção de que nós agimos dentro, a polícia, pela confiança que eu tenho, agiu dentro do estrito cumprimento do dever legal e dentro dos protocolos de investigação que o Estado traz. No mais, eu tenho certeza que não é verdade qualquer tipo de alegação no sentido de que estarei usando o Estado para perseguir quem quer que seja”, afirmou.
Raquel também ressaltou sua trajetória como servidora pública concursada e afirmou que sua gestão tem priorizado o fortalecimento das instituições de segurança, sem interferência política na atuação policial.
“Eu sou servidora pública concursada do Estado de Pernambuco, como procuradora do Estado desde 2005. Eu tenho muito zelo pela integridade das nossas ações e pela integridade das instituições, e eu tenho trabalhado para o fortalecimento institucional. A gente está fortalecendo, sim, o sistema de segurança pública em Pernambuco, mas eu não sou dona dele”, disse Raquel Lyra.
Além disso, a governadora também citou os investimentos realizados pela sua gestão na segurança pública e afirmou, mais uma vez, não ser dona da polícia. “Estamos investindo em inteligência policial, sistemas de inteligência, computador. A gente deu mesa, cadeira, internet, computador e hoje, os sistemas que a gente pediu emprestado da Polícia Federal, hoje o estado de Pernambuco tem. Laboratório de combate à lavagem de dinheiro, escola de inteligência policial, formação policial de mais alto nível. E eu não mando na polícia”, assegurou.

