
O candidato a deputado estadual Vini Castello (PCdoB) participou de uma roda de conversa com jovens, em Igarassu, onde reforçou suas pautas na educação para o estado, ele falou sobre sua própria trajetória e se colocou como exemplo de quem conseguiu avançar por meio das oportunidades abertas pelas políticas públicas. A agenda foi acompanhada da postulante à Câmara Federal, Manu Mirella (PCdoB).
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Vini defendeu a manutenção e o fortalecimento das cotas raciais, destacando que elas cumprem um papel importante para garantir acesso a quem, historicamente, teve menos oportunidades. De acordo com ele, democratizar o ensino superior também passa por reconhecer as desigualdades que ainda existem e criar mecanismos para enfrentá-las.
Na conversa, Vini também chamou atenção para uma dimensão que considera fundamental, que é a educação como instrumento de formação crítica e de autonomia.
“Formar não é apenas preparar para uma prova ou garantir um diploma. É dar ao jovem condições para compreender a realidade, fazer suas próprias escolhas e ocupar espaços que durante muito tempo estiveram distantes da população mais pobre e periférica”, afirmou.
Como parte desse trabalho, Vini assinou a Carta de Compromisso com os Cursinhos Populares, assumindo a defesa da educação popular e da criação de mecanismos de suporte técnico e financeiro para iniciativas que preparam estudantes socialmente desfavorecidos para disputar uma vaga na universidade.
A proposta é levar essa discussão para a Assembleia Legislativa, buscando transformar o apoio aos cursinhos populares em uma política pública com estrutura e continuidade.
Depois da agenda com os jovens, Vini participou de uma reunião com um grupo de mulheres e ouviu demandas sobre temas que também vêm ganhando espaço no debate público.
Entre as questões levantadas estavam a causa animal e as dificuldades enfrentadas por mães de filhos neurodivergentes. Vini defendeu que o Estado precisa sair da lógica de ações pontuais e construir políticas permanentes para essas áreas.
A ideia apresentada pelo candidato é estadualizar políticas públicas voltadas aos dois segmentos, criando uma rede de atendimento e apoio que não dependa exclusivamente da iniciativa de cada prefeitura ou da vontade política de quem está no poder.
“Não é papel do poder público oferecer apenas ações paliativas ou fazer políticas chegarem somente a determinados territórios porque ali existe uma base eleitoral. A política pública, precisa ter caráter universal e chegar a quem precisa, independentemente de voto”.
