
O trânsito na BR-101 voltou a ser colocado no centro do debate sobre mobilidade pelo candidato a deputado estadual Vini Castello (PCdoB). Para ele, os problemas enfrentados diariamente por quem circula entre Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e o Complexo Industrial Portuário de Suape vão muito além dos congestionamentos.
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Segundo Vini, a situação impacta diretamente na rotina dos trabalhadores, no transporte de mercadorias e na economia de uma das regiões mais importantes do estado. “Quem mora em Recife, Jaboatão, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, trabalha no Complexo de Suape ou precisa passar pelo Litoral Sul conhece essa realidade. É trabalhador atrasado, caminhão parado, mercadoria que demora para chegar, uma região inteira perdendo tempo e dinheiro”, afirma.
Na avaliação do candidato, a BR-101 deve ser tratada como uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento de Pernambuco. “A BR-101 não é apenas uma estrada. É uma artéria econômica do povo pernambucano”.
De acordo com ele, existem projetos e intervenções planejados para melhorar a circulação no trecho, mas os problemas de mobilidade se arrastam há mais de uma década. “É justamente por isso que é extremamente importante fiscalizar prazo, orçamento e entrega. Não basta anunciar a obra. É preciso acompanhar para que ela saia do papel e chegue à população”, disse.
Como proposta para a ALEPE, Vini defende uma política de mobilidade integrada, articulando diferentes formas de deslocamento e priorizando investimentos em transporte público para quem vive e trabalha na região.
Para ele, parte da compreensão de que os problemas de mobilidade não podem ser tratados de forma isolada. O deslocamento diário de trabalhadores, o transporte coletivo, o fluxo de cargas e a ligação entre a Região Metropolitana e o Litoral Sul estariam diretamente relacionados ao desenvolvimento econômico do estado.
