
Nesta quarta (4), após uma discussão no Plenário do Senado Federal sobre a redução da maioridade penal, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB-AP), fez um discurso contundente sobre o atual cenário político do país. No primeiro momento, criticou o que chamou de “radicalismo”, que, segundo ele, se tornou um traço comum na política brasileira.
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O presidente também pediu que os parlamentares tenham foco nos temas mais importantes para o país, lembrando que, durante a campanha, faltou a apresentação de bandeiras relevantes, que foram substituídas por ataques pessoais.
“Às vezes, alguns colegas passam do debate a agressões em relação a esta Presidência, seja na tribuna ou em vídeos nas redes sociais, para conquistar apoiamento a esse radicalismo horrível que estamos vivendo no Brasil. Não teve proposta de universidade. Eles não apresentaram para os seus estados a proposta de levar novos institutos federais para formar a juventude e dar a ela um futuro. Mas ofensas, agressões e ameaças foram todos os dias”, disse.
Alcolumbre ainda defendeu as urnas eletrônicas e ironizou o fato de o sistema eleitoral não ter sido questionado no primeiro turno, quando o Partido Liberal elegeu maioria no Congresso e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou em 1º na disputa pela Presidência.
“No primeiro turno, a urna eletrônica prestou. No primeiro turno, essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, Flávio Bolsonaro. Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger 20 e tantos senadores. Ela serviu para comemorar, no primeiro turno, uma eleição vitoriosa do adversário ao presidente Lula, que ganhou por mais de 2 milhões de votos no primeiro turno”, criticou Alcolumbre.
