
Aqueles que gostam de saber mais sobre a história pernambucana ganham um novo conteúdo, neste início de 2026: o guia histórico-cultural “Pernambuco na Estrada do Tempo – Século XVI, o início da colonização”. Será lançado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), presidido pelo desembargador Ricardo Paes Barreto, no dia 29/01, às 10h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A obra é assinada pela jornalista Paula Imperiano, servidora da casa, com revisão da historiadora Bartira Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
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São 27 capítulos sobre episódios do século 16 em Pernambuco, mostrando, por exemplo, como e onde se deram as instalações das primeiras estruturas de serviços como educação, saúde e administração pública. Essas memórias se emaranham com as de edificações daquela época, que permanecem na paisagem – algumas construídas para acolher esses serviços. O estudo deparou-se com uma constatação impactante: Pernambuco tem o maior e mais antigo conjunto do patrimônio histórico do Brasil – tesouro inexplorado na promoção do estado e que pode se transformar em emblema.
As informações são respaldadas por mais de mil notas de referências, reunindo em torno de 400 fontes. Vão de documentos quinhentistas a estudos de séculos passados e da atualidade, brasileiros e estrangeiros, resgatando informações esquecidas notempo ou conservadas no ambiente acadêmico.
O conteúdo mostra também sagas de povos envolvidos na colonização portuguesa na região, no século 16: nativos, judeus, árabes e africanos. Um dos capítulos fala sobre a trajetória feminina na sociedade colonial.
Também são recuperadas biografias de 12 personagens daquele momento e narradas, até a atualidade, as histórias de 11 municípios pernambucanos e 23 bairros recifenses originados de povoados coloniais do período, além de 18 edificações remanescentes.
A organização cronológica identificou na paisagem atual oito delas construídas entre 1535 e 1540. O comparativo com a cronologia do patrimônio histórico nacional mostrou que, desse período, só há no país mais quatro edificações: três na Bahia e uma no Espírito Santo.
O trabalho inova em conectar história e patrimônio,especificamente do primeiro século da colonização em Pernambuco. Muitas histórias apresentadas contam origens da afamada “mania de grandeza” pernambucana quanto a pioneirismos.
Apesar do rigor científico, a leitura é leve e ilustrada, com capítulos estruturados como reportagens. A proposta é facilitar o uso das informações em atividades culturais e turísticas, incorporando-as ao repertório corrente, em benefício da cidadania, da valorização do patrimônio e do desenvolvimento social.
A publicação tem o lastro do Centro de Estudos Judiciários do TJPE, dirigido pelo desembargador Evandro Magalhães. A edição é assinada pela Contaccta Comunicação, dirigida pela jornalista Cristhiane Costa; com projeto gráfico da designer Albânia Lira.
Fotografias são panorâmicas, atuais e inéditas, a maioria de Hans Manteufeul e Roberto Zacarias, algumas utilizando drones. Artes do ilustrador Rafael Mont’Elberto se constituem nos primeiros registros iconográficos de episódios marcantes do século XVI em Pernambuco.
Com o lançamento, o TJPE segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, de envolvimento com temas sociais, sintonizando com a agenda 2030 da Organização das Nações Unidas. Reafirma seu compromisso com a valorização da memória, da cultura e da história de Pernambuco, e amplia o acesso da sociedade a informações sobre a formação do estado e do Brasil.














