O sorvete que adoçou a conversa entre Raquel Lyra e Dudu da Fonte

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Por Karol Matos
12 de fevereiro de 2026 às 20h15min
Foto: Divulgação

Depois de uma conversa amarga entre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e a governadora Raquel Lyra (PSD) na última segunda (9), a dupla se reuniu mais uma vez no Palácio do Campo das Princesas em um encontro mais amigável, nesta quinta (12), para debater os rumos do PP e, consequentemente, da federação União Progressista para as eleições deste ano.

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Dulcificada por um sorvete de queijo com goiabada, a reunião contou com a presença dos secretários da Casa Civil, Túlio Vilaça, e o de Obras, André Teixeira Filho, considerado braço direito da governadora. Também estiveram presentes os deputados estaduais Antônio Moraes, Adalto Santos, Cleiton Colins e Kaio Maniçoba, que está licenciado para atuar como secretário de Turismo de Pernambuco.

O Blog Cenário ouviu uma fonte que participou da reunião e, sendo o interlocutor, a conversa foi distensionada e a governadora pediu um calendário para que a federação possa se resolver e oficializar o caminho que deve seguir. Dudu marcou uma reunião para ouvir as principais lideranças do PP no dia 23 de fevereiro.

O entendimento que o partido de Eduardo da Fonte tem internamente é de que é preciso encerrar essa “celeuma” que se tornou o cabo de guerra com a ala do União Brasil de Miguel Coelho. “A vida real acontece depois do Carnaval. Não dá para entrar no ano eleitoral e não ter um entendimento, vamos buscar distensionar”, informou.

A relação entre Eduardo da Fonte e Fernando Filho (UB), irmão de Miguel, sempre foi amigável ao longo dos cinco mandatos em que estão como colegas de parlamento e é através dele que o PP pretende encontrar uma solução que fortaleça a federação como um todo e preserve o tamanho da bancada. Uma primeira conversa entre Fernandinho e Lula da Fonte (PP) já aconteceu.

“A palavra de ordem hoje é união. Fernando e Lula já tiveram uma conversa, em Brasília, essa semana, e já distensionaram”, apontou a fonte ouvida pelo blog.

Apesar da reunião marcada, o martelo não deve ser batido ainda neste dia. O PP tem trabalhado com o próprio calendário eleitoral e, apesar da grande maioria da executiva ser pró-Raquel, a chancela tem que vir das bancadas e das chapas proporcionais da legenda, que também são simpáticas à governadora. A fase seguinte será chegar ao consenso com o União Brasil, o que tem até abril para acontecer.

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