Luciana sugere mediação da nacional para resolver dissidência na federação em PE

Eleições 2026
Por Victória Oliveira
24 de março de 2026 às 20h15min
Foto: Luara Baggi

Durante passagem por Brasília, o Blog Cenário entrevistou a ministra Luciana Santos, que além de comandar o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, também é presidente nacional do PCdoB. Ex-prefeita de Olinda, ex-deputada e ex-vice-governadora de Pernambuco, ela afirmou que ainda não bateu o martelo sobre as eleições deste ano. Com o prazo de desincompatibilização batendo à porta, ela aguarda a palavra final do presidente Lula.

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“Embora a gente já esteja nas vésperas da desincompatibilização para quem ocupa cargo público, por incrível que pareça, ainda não tivemos uma conversa definitiva com o presidente Lula. Estamos nas conversações finais para tomar decisões”, disse ela.

Apesar disso, Luciana indicou que pode, realmente, permanecer no cargo, uma vez que colocou o deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB) como “necessário” para garantir a reeleição.

“No projeto nacional, pretendemos fazer uma chapa de 15 deputados competitivos, com Renildo Calheiros sendo líder atual da nossa bancada em Pernambuco. Vamos começar a disputa com 10 deputados em nível nacional e queremos alcançar pelo menos uns 15 competitivos”, disse, citando a filiação de Gervásio Maia na Paraíba. “Em Pernambuco, temos Renildo, que é um líder inconteste e é um mandato necessário para reeleição”, completou.

No projeto para a Alepe, o PCdoB tem tratado como prioridade os nomes do secretário executivo de Integração Metropolitana do Recife, Vinícius Castello, e da vereadora do Recife, Cida Pedrosa. Integrando uma federação com o PT e o PV, o PCdoB está inserido no projeto da Frente Popular para fazer o prefeito do Recife, João Campos (PSB), chegar ao Palácio do Campo das Princesas. Para Luciana, a chapa montada pelo socialista será vitoriosa.

“João Campos é quem conduz, naturalmente, e acho que ficou uma composição forte para a disputa, isso é o que importa. A pior coisa seria a dispersão do nosso campo. A opção dele foi coesionar e, com isso, temos mais capacidade de unidade política para poder enfrentar uma eleição. Acho que partimos bem. É indiscutível a força que Marília Arraes tem nas pesquisas, Humberto [Costa] é um senador de uma trajetória indiscutível, com Carlos Costa na vice, e João Campos é muito bem avaliado. Ele carrega um legado, então vamos ganhar a eleição de novo”, afirmou ela.

Luciana evitou pontuar diretamente sobre a dissidência do PV, que tem como presidente estadual o deputado federal Clodoaldo Magalhães, que é aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), mas apontou que vai buscar um alinhamento através da nacional. “O que nós vamos persistir é num caminho de um posicionamento mais alinhado e assertivo com o que nós representamos no âmbito nacional. […] Inclusive, em nível nacional, com o presidente [Jorge Luiz] Penna, essa construção vai continuar”, comentou.

Dentro do mesmo assunto, ela falou sobre como vê a reciprocidade do governo Raquel Lyra às ações do Governo Lula. “O presidente Lula, independente da posição neutra que Raquel teve na eleição passada, tem atuado de maneira republicana, levado os investimentos para tudo que é estado desse país, para fazer valer a confiança do povo do Pernambuco e do Brasil com aquilo que ele sempre teve compromisso com as causas de mudança da realidade brasileira para melhor”, avaliou num primeiro momento.

“O sentimento que a gente tem, que o próprio Lula registra, é que os governadores [têm] uma dificuldade muito grande de botar a marca também do nosso governo. Essa é uma luta quase que diária aqui, acho que aos poucos a gente vai resolvendo isso, dando a César o que era César, porque só o PAC da União, lá em Pernambuco, é na casa quase R$ 100 bilhões”, analisou a ministra.

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