Cidades

Demolição de edifício na Rua da União avança nova etapa

Redação
Foto: Marlon Diego

Os trabalhos de demolição do edifício situado no número 515 da Rua da União, no bairro da Boa Vista, na área central da cidade, avançam para uma nova etapa. Após a remoção completa do 12º pavimento, as equipes iniciaram os serviços no 11º andar da estrutura. Nesta terça (28), o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), esteve no local para acompanhar o andamento da intervenção, que conta um investimento de R$ 1,6 milhão da Prefeitura do Recife.

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Estamos vistoriando a demolição deste imóvel, que apresentava um grande risco. A construção desse edifício, de 12 pavimentos, foi iniciada e depois abandonada há mais de 50 anos pela iniciativa privada. Agora, por meio de uma ação judicial, a Prefeitura conseguiu executar essa demolição e vai cobrar da iniciativa privada o ressarcimento dos custos da obra, com possibilidade do município adquirir o terreno”, disse Victor Marques. 

Não é uma intervenção simples. Cada andar leva, em média, cerca de um mês e meio para ser demolido. Por isso, a nossa expectativa é que até o final do ano. Estamos trabalhando com dedicação para trazer mais segurança para a população”, concluiu o prefeito do Recife.

O serviço está sendo executado de forma manual até o quarto andar, com o uso de martelete, uma espécie de furadeira com sistema eletropneumático de impacto. A partir desse ponto, será realizada a demolição mecanizada até o térreo. As intervenções estão sob a responsabilidade da Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops) e têm previsão de conclusão até o final do ano.

O processo de demolição começou em janeiro deste ano com os serviços preliminares, como isolamento do perímetro, instalação de tela e bandeja de proteção, escoramento e fechamento dos vãos internos da edificação”, explicou o secretário municipal de Ordem Pública e Segurança, Alexandre Rebêlo.

O trabalho exigiu escoramento específico, conforme projeto elaborado por calculista contratado pela Prefeitura. O acompanhamento da obra está a cargo da Defesa Civil do Recife, que vinha monitorando a situação do prédio e constatou que, ao longo dos anos, o risco estrutural foi progressivamente agravado em razão da ausência de manutenção e das intervenções necessárias. 

O caso foi judicializado. Entretanto, os proprietários são falecidos e não foi possível localizar herdeiros, não havendo qualquer resposta ou providência quanto às recomendações técnicas emitidas. Assim, diante da iminência de danos às edificações vizinhas, tornou-se necessária a demolição como medida de proteção à coletividade.