
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) avaliou, nesta quarta (1º), que o apoio de lideranças a um projeto político só é efetivo se tiver uma conexão com o sentimento real do povo. O líder da Frente Popular disse que, como político que governou a capital do estado nos últimos cinco anos, respeita a importância do posicionamento de prefeitos e prefeitas nas eleições de 2026, mas destacou que está construindo a maior frente de oposição que já disputou um pleito estadual, unindo, inclusive, adversários locais que conquistaram mais votos que as forças políticas que hoje administram alguns municípios.
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“Eu tenho muito respeito aos prefeitos, até porque eu fui prefeito, mas a gente sabe que não é isso que define a eleição. A própria governadora ganhou a eleição tendo o apoio de oito prefeitos em todo o estado de Pernambuco. Quando o meu pai foi candidato lá atrás e ganhou as eleições, eu acho que ele tinha algo em torno de 13 ou 15 prefeitos e, desses, oito eu acho que eram do Pajeú. Ele praticamente não tinha prefeito fora do Pajeú e ganhou a eleição. E hoje a gente tem a maior frente de oposição que já disputou uma eleição. Eu não tenho nenhuma dúvida que a gente vai construir uma caminhada vitoriosa nessa eleição”, declarou, durante visita a São José do Egito, no Sertão do Pajeú.
Em uma região que concentra prefeitos, ex-prefeitos e outros quadros orgânicos do PSB, João Campos disse que valoriza a qualidade e a coerência histórica das lideranças que acreditam no projeto da Frente Popular. “A gente está diante de pessoas que têm lado, que têm coerência e que estão nessa caminhada há algum tempo, sempre defendendo o interesse do povo. Ao mesmo tempo, você tem um desafio populacional. O eleitorado do Recife é do tamanho do de outras 113 cidades somadas”, argumentou.
Ao lembrar que o Pajeú já foi uma das regiões mais bem-sucedidas em índices educacionais durante os governos do PSB, João Campos destacou a necessidade de retomar um tempo de avanços.
“A eleição é um ambiente de comparação. A gente vai poder debater o passado, poder discutir o presente, mas tem quatro anos pela frente. Quem é que pode fazer mais por Pernambuco? Quem é que vai ter mais força política? Quem é que tem capacidade de gestão? Quem é que vai conseguir tirar do papel? Quem é que vai ter aliança com o presidente Lula? Quem é que vai conseguir se sentar à mesa nacionalmente? Porque não é o que está acontecendo hoje. As grandes coisas estão acontecendo no Brasil, mas elas não estão vindo para Pernambuco”, afirmou.
