
A disputa eleitoral deste ano poderá provocar mudanças na composição da Câmara Municipal do Recife. Dos 37 vereadores que integram a Casa, 14 estão na corrida por vagas na Assembleia Legislativa de Pernambuco e na Câmara dos Deputados, o que representa quase 40% do parlamento municipal na capital pernambucana. Caso sejam eleitos, eles deixarão os mandatos municipais e serão substituídos pelos respectivos suplentes.
Entre os vereadores que disputam as eleições, três nomes são vistos com maiores perspectivas de vitória, Eduardo Moura (Novo), candidato a deputado federal; Gilson Machado Filho (Podemos), que concorre a uma vaga na Alepe; e Romerinho Jatobá (PSB), presidente da Casa, que também disputa uma cadeira no Legislativo estadual.
Além deles, também estão na disputa Andreza Romero (PSB), Felipe Alecrim (Novo), Kari Santos (PT), Liana Ciente (PT), Samuel Salazar (MDB), Tadeu Calheiros (MDB) e Thiago Medina (PL) para federal, além de Aderaldo Pinto (PSB), Cida Pedrosa (PCdoB), Jô Cavalcanti (PSOL) e Rinaldo Júnior (PSB) para estadual.
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No caso de Eduardo Moura, uma eventual eleição para a Câmara dos Deputados abrirá uma vaga que deverá ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, George Bastos. Em fevereiro, ele foi empossado temporariamente como vereador para participar da votação de um pedido de impeachment contra o então prefeito João Campos (PSB), apresentado pelo próprio Eduardo Moura. Como autor da matéria, o parlamentar ficou impedido de participar da deliberação.
Já nem relação a Gilson Machado Filho, uma possível saída do vereador para assumir uma cadeira na Alepe poderá provocar uma mudança diferente. Embora esteja filiado ao Podemos, ele foi eleito pelo Partido Liberal e recebeu uma carta de anuência da direção nacional da legenda, assinada pelo presidente Valdemar Costa Neto, podendo deixar o partido sem perder o mandato. Caso seja eleito deputado estadual, a suplência da cadeira na Câmara do Recife pertence ao PL. Nesse cenário, o primeiro suplente da sigla, Nilson Pereira (PL), poderá assumir o mandato.
Romerinho Jatobá, por sua vez, tem o caso que, na verdade, pode manter um nome que já está na Casa. A eventual saída do parlamentar poderá abrir espaço para que Chico Kiko (PSB) fique de forma definitiva na Câmara. Ele é o primeiro suplente do PSB e, atualmente, ocupa uma cadeira no lugar de Eduardo Mota (PSB), que se licenciou do mandato para assumir a Secretaria de Esportes do Recife. Com Romerinho eleito deputado, Mota pode voltar a ser vereador, passando essa vaga aberta para Chico.
Outro fator é a escolha da nova mesa diretora. Ainda que Romerinho permaneça como vereador, ele não poderá disputar novamente a presidência da Câmara, já que foi eleito para o cargo três vezes consecutivas. A eleição para o segundo biênio do atual mandato deve ocorrer entre 1º de janeiro e 30 de novembro deste ano, conforme previsto no Regimento Interno da Casa.
Em relação a todos os parlamentares que disputam o pleito de outubro, ainda que sejam eleitos, eles permanecem no cargo de vereador até o próximo ano, uma vez que a posse de deputado estadual e federal acontece apenas em fevereiro. Assim, todos eles estarão aptos a participar da escolha do novo comando da Câmara do Recife.
