
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) apresentou, nesta quarta (16), em Caruaru, propostas voltadas ao desenvolvimento do Agreste, com destaque para segurança hídrica, fortalecimento do Polo de Confecções, infraestrutura, justiça tributária e geração de empregos. A apresentação ocorreu durante a sabatina Diálogo com os Candidatos, promovida pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC) em parceria com outras entidades empresariais. A iniciativa reúne entidades empresariais e representantes da OAB Caruaru.
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A conclusão da Adutora do Agreste foi citada como uma das prioridades. Marília relacionou a disponibilidade de água à atividade econômica da região e mencionou lavanderias e empresas que enfrentam dificuldades para manter a produção. “Quando uma lavanderia precisa sair de Toritama ou de Santa Cruz porque não tem água, não é apenas um problema de abastecimento. São empregos, renda e oportunidades que também estão indo embora. Precisamos de força política para garantir água e condições para o Agreste crescer”, afirmou.
A candidata também defendeu a retomada da Transnordestina, a articulação da bancada pernambucana para buscar investimentos, a atualização do Simples Nacional e a redução da carga sobre o setor produtivo, com atenção aos pequenos empreendedores.
Sobre a reforma tributária, Marília defendeu a revisão do pacto federativo e o fortalecimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), com o objetivo de evitar perdas de competitividade para Pernambuco e o Nordeste. “Pernambuco precisa de um Senado firme para defender investimentos, competitividade e desenvolvimento regional”, disse.
Em relação ao fim da escala 6×1, Marília reafirmou posição favorável à redução da jornada, com diálogo entre os setores, transição e medidas compensatórias para pequenas empresas. Também mencionou a qualificação profissional e a ampliação do valor agregado à produção do Polo de Confecções, com a inserção da moda e dos saberes do Agreste em novos mercados.
Questionada sobre a crise envolvendo o STF, defendeu a apuração individual de eventuais irregularidades e a punição quando houver comprovação, mas rejeitou mudanças institucionais motivadas pela crise. “É preciso apurar caso a caso, punir quem comprovadamente cometer irregularidades e preservar a segurança jurídica do país”, afirmou.
Marília também defendeu uma atuação alinhada ao presidente Lula e colocou o desenvolvimento regional entre as prioridades para o Senado. “O Agreste produz, empreende e gera riqueza. Precisa ter no Senado uma voz firme na defesa do seu desenvolvimento”, concluiu.
