Cenário Político

Coluna da terça: Marília Arraes se projeta no cenário nacional

Américo Rodrigo
Foto: Ton Molina

Um dia após ter sido eleita senadora por Pernambuco, com mais de 2,3 milhões de votos, Marília Arraes (PDT) participou de uma reunião com o presidente Lula (PT) e outras lideranças do campo progressista para discutir estratégias e os próximos passos da campanha do petista no segundo turno.

Em Brasília, aproveitou a agenda para se reunir com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e visitar o Senado, onde recebeu elogios do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB-AP). Poucos dias depois, esteve ao lado do presidente da República em Natal, durante um ato de campanha de Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

Com a escassez de novas lideranças na esquerda, a movimentação de Marília Arraes para além das fronteiras pernambucanas amplia sua presença nas articulações nacionais e a aproxima de debates estratégicos do país. Conhecida como a “Casa da Maturidade”, o Senado representa um novo espaço para a atuação política da pedetista, que chega ao Congresso com votação expressiva e experiência acumulada em outras disputas eleitorais.

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Agenda pública – Após passar os últimos dias ao lado da esposa, Tabata Amaral (PSB), que acompanhava a mãe internada na UTI, João Campos (PSB) esteve na Catedral Basílica de Aparecida com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na ocasião, o casal celebrou a recuperação da sogra do ex-prefeito e expressou gratidão à padroeira do Brasil pela bênção recebida.

Isenção – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu a imparcialidade da Justiça Eleitoral e a liberdade de expressão. A declaração foi feita nesta segunda (12), na Catedral Basílica de Aparecida, após decisões divergentes no TSE sobre a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

Exposição – Com o objetivo de desgastar o adversário, os programas do presidente Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral têm priorizado os ataques. As propostas de governo dividem a atenção com o confronto, enquanto as duas campanhas procuram reforçar suas narrativas e questionar a credibilidade do opositor.

Mobilização – A campanha de Lula (PT) tem crescido nas ruas e nas redes sociais. Influenciadores e artistas estão cada vez mais engajados na batalha para converter votos e convencer quem não votou no primeiro turno a comparecer às urnas no dia 25 de outubro. O esforço já tem refletido em levantamentos do início desta semana.

Neutralidade – O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, que também disputou o Planalto, orientou os filiados a votarem nulo no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O dirigente obteve 15.024 votos, ficando em último lugar.