
Por Victória Oliveira*
O discurso do presidente Lula (PT) após a vitória no segundo turno demonstrou, além de gratidão, o reconhecimento da relevância do seu vice, Geraldo Alckmin (PSB). Antes de qualquer pessoa, o petista passou a palavra ao seu companheiro de chapa, que abriu sua fala destacando a importância de olhar para o futuro e do papel da juventude na conquista dos dois.
A fala dialoga diretamente com a ideia de renovação. Com a vitória, tanto o PT como o campo progressista ganharam fôlego para, nos próximos quatro anos, se ajustar ao desafio de construir uma candidatura competitiva para 2030 e dar protagonismo a novas lideranças.
De perfil conciliador, Alckmin chegou em 2022 ao governo Lula para imprimir mais estabilidade às relações com os setores financeiro e empresarial, além de ajudar a romper o isolamento do PT junto ao eleitorado de centro.
No atual governo, Alckmin acumulou vice-presidência e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na próxima gestão, sua presença poderá ser ainda mais necessária, com a possibilidade de assumir outra missão. O movimento ampliaria seu protagonismo e fortaleceria o PSB como uma força política essencial nessa aliança.
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Horizonte – “O futuro começa hoje e se chama juventude”. A frase foi dita por Geraldo Alckmin (PSB) durante o discurso após a vitória do último domingo (25). O vice-presidente destacou a importância da participação dos jovens na política e seu papel na vitória no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), ressaltando a importância do movimento de renovação.
Soberania – Ainda durante sua fala, ao saudar o presidente Lula (PT) pelo resultado das urnas, Geraldo Alckmin (PSB) fez referência às últimas eleições. “O senhor salvou a democracia pela segunda vez”, afirmou. A declaração remete às vitórias contra Jair Bolsonaro (PL), em 2022, e Flávio Bolsonaro (PL), em 2026.
Mudança de plano – Depois de anunciar que pediria a anulação da eleição, Flávio Bolsonaro (PL) recuou e afirmou, ontem (26), que vai solicitar a cassação da chapa formada por Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), alegando abuso de poder político e econômico. O senador acusou a campanha de compra de votos e de divulgação de fake news, o que, segundo ele, teria desequilibrado a disputa.
Registro – O TSE apontou que cerca de 35.521 votos foram computados após as 17h do último domingo (25), durante o segundo turno da eleição presidencial. O fato ocorreu após decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, que prorrogou o prazo de votação até as 19h, a pedido das campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Permanência – Em meio às especulações sobre a saída do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, do comando da legenda para eventualmente assumir um ministério no governo Lula (PT), ele afirmou, durante entrevista ao SBT News, que seguirá à frente da legenda. “A minha missão é ficar na presidência do PT”, disse.
*Repórter do Blog Cenário

