Wolney faz balanço de ações no INSS e destaca enfrentamento à crise da Previdência

Notícias
Por Redação
5 de fevereiro de 2026 às 10h50min
Foto: Américo Rodrigo

O ministro Wolney Queiroz (PDT), afirmou que assumiu o comando da pasta em meio ao que classificou como a mais grave crise da história da Previdência Social. Em conversa com o Blog Cenário, o caruaruense destacou que sua missão é estancar problemas estruturais, restaurar a credibilidade do sistema e proteger aposentados e pensionistas.

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Segundo ele, a convocação partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O presidente Lula me escalou para estancar a crise e restaurar a credibilidade e a confiança na Previdência Social e no INSS”, afirmou.

Wolney disse que, ao chegar ao ministério, encontrou um ambiente de ebulição institucional e desconfiança social. Diante disso, a prioridade foi garantir que os beneficiários não fossem prejudicados. “Nós assumimos com a função de cumprir essas missões e também de devolver o dinheiro aos aposentados, para não deixar ninguém no prejuízo, para cuidar dos aposentados”, declarou.

Entre as medidas destacadas, o ministro ressaltou o fim dos descontos associativos irregulares nos benefícios previdenciários. “Os descontos associativos acabaram. Não tem mais risco de isso acontecer”, disse, atribuindo a mudança à modernização dos sistemas e dos processos internos do INSS.

O combate às fraudes foi outro ponto central da entrevista. Wolney Queiroz afirmou que houve investimento pesado em inteligência e integração com a Polícia Federal. “A gente investiu fortemente na inteligência, que faz um trabalho na força-tarefa previdenciária junto com a Polícia Federal”, explicou.

De acordo com o ministro, somente em 2025 foram realizadas 78 operações, com uma economia projetada superior a R$ 450 milhões. Ele destacou que os resultados foram alcançados em pouco tempo e em meio a pressões políticas, como a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), no Senado Federal, que investiga o órgão.

Wolney afirmou ainda que espera apresentar, até o fim de março, prazo de desincompatibilização eleitoral, sinais concretos de melhora nos indicadores da Previdência. “Espero que a gente já consiga demonstrar uma queda, ou pelo menos um viés de queda, e deixar um legado de integridade”, disse.

O ministro ainda falou sobre a valorização política da Previdência Social, criticando o fato de o tema ser tratado apenas como despesa obrigatória. “As pessoas têm direito de receber, então fica como se fosse uma coisa que não se fala. Só se fala de fila ou de reforma”, afirmou.

Para Wolney, esse silêncio ignora o papel estratégico do sistema previdenciário na economia e na área social. “São R$ 149 bilhões injetados na economia das cidades brasileiras. É a Previdência Social que garante vitalidade à economia, que contribui para tirar o Brasil do mapa da fome e para reduzir desigualdades e pobreza”, destacou.

Queiroz reforçou que faz questão de defender publicamente a pasta. “A Previdência tem nome e sobrenome: Previdência Social. A nossa função é social”, afirmou, acrescentando que pretende estimular na população o mesmo sentimento de defesa que passou a existir em relação ao SUS após a pandemia.

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