Renato Antunes diz que não sobe em palanque com Lula, mesmo apoiando Raquel

Notícias
Por Redação
4 de março de 2026 às 08h00min
Foto: Américo Rodrigo

Em conversa com o Blog Cenário, o deputado estadual Renato Antunes (PL) anunciou que oficializa no próximo dia 12 de março sua filiação ao Partido Novo, encerrando um ciclo de dez anos no Partido Liberal. A mudança, segundo ele, foi construída com equilíbrio e sem rupturas.

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Antunes fez questão de agradecer às direções estadual e nacional do PL, mas disse que encontrou no Novo um ambiente mais alinhado às suas convicções. “Vou para o Novo porque é um partido que também defende aquilo que eu acredito, sobretudo na questão do liberalismo econômico e um Estado mais eficiente, mais produtivo. É uma direita mais lúcida, uma direita que quer discutir problemas de verdade e não apenas ficar no debate ideológico”, disse o deputado. “Vou para abrir esse novo campo de direita em Pernambuco, que estava muito concentrado no PL”, declarou. 

Renato Antunes prevê que a sigla eleja pelo menos três deputados estaduais e dois federais. Ele citou como destaques da legenda nomes como o vereador Eduardo Moura e Felipe Alecrim, elogiando o trabalho que vem sendo realizado pelos dois parlamentares na Câmara Municipal do Recife. O deputado não quis adiantar possíveis dobradinhas para as eleições de outubro, mas também destacou sua parceria com o vereador Thiago Medina (PL).  

Governo do Estado e Senado 
Ao analisar o cenário estadual, Antunes apontou que “infelizmente”, a direita não tem uma terceira via. Considerando a polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB), apontou que ela “merece ter a continuidade do seu trabalho”, e avaliou a relação que a chefe do Executivo possui com o presidente Lula, de quem é crítico.

Raquel Lyra uma vez me perguntou: ‘o que você acha, vou a Brasília’. Eu falei: ‘governadora, a senhora enquanto governadora, tem que ir para Brasília falar com Deus e com o diabo. A senhora tem que fazer o que Paulo Câmara não fez, quando Bolsonaro era presidente. Ele fechava as portas e Pernambuco perdeu com isso. Quem está sentado naquela cadeira, não quero saber se é Lula ou Bolsonaro, lá está o presidente e lá tem recurso que pertence a Pernambuco, então essa relação institucional tem que haver’”, contou. 

O deputado reforçou sua preferência pela governadora, mas disse lamentar caso Raquel Lyra anuncie apoio à reeleição do presidente Lula. “Torço por ela [Raquel], porque se ela precisar fazer um alinhamento político e ideológico com Lula, eu penso que vai ser meramente eleitoral. Mas na prática, ela já mostrou que não tem essa dependência como o João falou [que tem]. O próprio João falou que é Lula desde pequeno, que ama Lula, que é apaixonado por Lula e onde Lula estiver, ele vai. Talvez Raquel precise fazer esse gesto. Eu lamento, mas são coisas da política”, disse.

Mesmo declarando apoio a Raquel, ele fez questão de cravar que não subirá no mesmo palanque em que Lula estiver. “Não tem como a gente estar do mesmo palanque de Lula, do PT. Isso aí pra mim é inviável”, finalizou.

Apesar da ausência de terceira via para o Governo de Pernambuco, Renato defendeu que a direita apresente candidatura ao Senado e citando Anderson Ferreira (PL) como melhor nome. “Ele tem conteúdo. Não é apenas aquele cara que defende a ideologia da direita. Tem experiência, foi duas vezes deputado federal, foi senador, foi prefeito de Jaboatão, de uma cidade muito complexa”, afirmou.

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