Pernambuco

Marco Aurélio Filho aciona MPPE contra a Compesa por falta de água no Recife

Redação
Foto: Divulgação

O vereador e presidente do Partido Verde no Recife, Marco Aurélio Filho (PV), protocolou nesta segunda (27) uma representação formal no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra a Compesa, denunciando a falta crônica e irregular de abastecimento de água em comunidades do Recife, principalmente nas áreas de morro da Zona Norte da capital.

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Em discurso na Câmara Municipal do Recife, o parlamentar apresentou diversos relatos de moradores que procuram o mandato e a imprensa para denunciar a situação. De acordo com reportagens veiculadas, há localidades como a Rua 17, em Água Fria, que enfrentam cerca de um ano sem água nas torneiras. No Alto José do Pinho, há registros de até três meses de interrupção; na Linha do Tiro, quase 30 dias sem abastecimento; no Morro da Conceição, mais de dois meses, com um caso documentado de um ano, afetando especialmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

“Realizamos uma audiência pública em 2023 sobre o desabastecimento de água nas áreas periféricas do Recife. Pelo que estamos vendo, de lá para cá nada mudou e sequer estão cumprindo o calendário que foi apresentado. O que a Compesa vem fazendo nessas comunidades é um desrespeito à dignidade humana. Não se pode cobrar tarifa e não entregar o serviço. Nosso papel como vereador é dar voz a quem está sofrendo na pele essa omissão”, afirmou ele.

No documento encaminhado à ouvidora do MPPE, a promotora de Justiça Maria Lizandra Lira de Carvalho, o vereador solicita a instauração de procedimento investigatório para apurar a prestação irregular do serviço público, a suspensão da cobrança de tarifa mínima nos períodos de desabastecimento comprovado, a requisição de informações detalhadas à Compesa, com cronogramas e soluções definitivas, além do acionamento da ARPE (Agência Reguladora de Pernambuco) para aplicação de sanções contratuais.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar destacou que a população, mesmo com contas em dia, não recebe explicações da empresa.

“A falta d’água obriga famílias a comprar água, depender de vizinhos com poços ou armazenar o recurso em tonéis improvisados, o que aumenta o risco de contaminação e doenças. Não vamos parar até que cada família tenha água de qualidade, regular e na torneira. O serviço está sendo pago e a água não chega. A Compesa precisa ser responsabilizada”, concluiu Marco Aurélio Filho.