Economia

Nordeste amplia participação na geração de empregos formais, aponta Caged 

Redação
Foto: Divulgação

O Nordeste ampliou sua participação na geração de empregos formais do Brasil em abril e respondeu por 21,79% do saldo nacional de vagas com carteira assinada. O percentual representa avanço em relação a março, quando a participação regional havia sido de 11%. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e disponibilizados na plataforma Data Nordeste.

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Ao longo de abril, a Região registrou 317.689 admissões e 298.975 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 18.714 postos de trabalho. No acumulado do ano, o Nordeste soma 70.137 empregos formais gerados, equivalente a cerca de 10% do saldo nacional. A média mensal de vagas criadas em 2026 ficou em aproximadamente 17,5 mil postos.

Os municípios inseridos no bioma Caatinga responderam por mais da metade do saldo regional, com 9.714 vagas formais, o equivalente a 51,91% do total do Nordeste. Já o semiárido concentrou 6.495 novos postos de trabalho, participação de 34,71% no saldo regional.

O mercado de trabalho nordestino voltou a ser impulsionado principalmente pelas mulheres. O público feminino respondeu por 14.053 do saldo de vagas em abril, cerca de 75% do total regional. Os homens somaram 4.661 postos. Apesar da maior presença feminina nas contratações, a diferença salarial permaneceu. A remuneração média das mulheres admitidas foi de R$ 1.980,63, enquanto a dos homens alcançou R$ 2.095,65.

Outro destaque foi a concentração das vagas entre trabalhadores com ensino médio completo. O segmento respondeu sozinho por 22.924 novos empregos, reforçando a demanda regional por mão de obra com qualificação intermediária. Em sentido oposto, houve fechamento de postos entre trabalhadores com menor nível de escolaridade, especialmente nas faixas de até a 5ª série incompleta e ensino fundamental.

Entre os estados, a Bahia liderou a geração de empregos formais no Nordeste, com saldo de 8.461 vagas, o equivalente a 45,2% do saldo regional. Ceará (3.509), Pernambuco (3.340) e Paraíba (2.017) aparecem na sequência. Maranhão, Sergipe e Piauí também encerraram abril com saldo positivo. Já Rio Grande do Norte (-156) e Alagoas (-1.505) registraram retração.

O setor de Serviços continuou como principal motor da economia regional, com registro de 19.811 de saldo em abril, número superior ao resultado do Nordeste. Pernambuco  (6.248) e Bahia (4.788) concentraram os maiores resultados absolutos. Dentro do segmento, o avanço foi puxado principalmente pelas atividades administrativas e serviços complementares, responsáveis por 8.912 vagas. Também tiveram desempenho positivo as áreas de saúde e serviços sociais (3.201 de saldo), além da educação (2.677).

A Construção manteve trajetória de crescimento e registrou saldo positivo em todos os estados nordestinos. O setor criou 7.408 empregos formais na Região. Os destaques foram Bahia (3.124) e Pernambuco (1.819), que juntos responderam por 66,7% dos novos postos de trabalho no setor. Em seguida, aparecem Ceará (671), Alagoas (531), Piauí (432), Maranhão (302), Sergipe (227), Rio Grande do Norte (185), e Paraíba (117).

O setor de Comércio registrou um saldo positivo de 142 postos de trabalho. O estado de Ceará liderou o ranking com a geração de 508 postos, seguido por Piauí (128), Pernambuco (111), Alagoas (68) e Sergipe (37). No entanto, os estados do Rio Grande do Norte, Maranhão, Bahia e Paraíba apresentaram déficits de, respectivamente, -354, -210 -120 e -26.

Na direção oposta, Agropecuária e Indústria pressionaram o resultado regional. O setor agropecuário encerrou abril com déficit de 5.269 postos. O desempenho negativo foi generalizado, sendo acentuado nos estados da Bahia (-1.429 postos) e Rio Grande do Norte (-1.050 postos). Logo em seguida aparecem Pernambuco (-721), Alagoas (-689), Piauí (-471), Maranhão (401), Sergipe (-253), Paraíba (-134) e Ceará (-121). A indústria fechou 3.376 vagas formais. Pernambuco (-4.118) e Alagoas (-2.244) concentraram as maiores perdas industriais do período, seguidos por menores quedas do Rio Grande do Norte (-152) e da Paraíba (-67). Os estados da Bahia, Ceará, Sergipe, Piauí e Maranhão apresentaram saldos positivos do setor com, respectivamente, 2.098, 334, 285, 283 e 205.