
Pai da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), o ex-governador João Lyra Neto fez uma avaliação sobre a possível pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deve disputar o comando do Palácio do Campo das Princesas contra a filha dele nas eleições de 2026.
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João Lyra reconheceu a capacidade política e administrativa de Campos, classificando que o prefeito faz “um bom trabalho” no Recife. A afirmação aconteceu durante entrevista à Rádio Cultura do Nordeste, nesta sexta (29). Na mesma ocasião, entretanto, o ex-governador plantou uma dúvida sobre a candidatura de João Campos, afirmando que Raquel chegará bem avaliada ao pleito do próxima ano, o que, na opinião dele, fará o prefeito desistir da disputa.
“Eu acho que João Campos é muito jovem ainda. Ele está fazendo um bom trabalho em Recife, sem dúvida, tem uma boa imagem, foi reeleito com mais de 70% do eleitorado, então ele tem condições de esperar para ser candidato depois. Eu não estou dizendo que ele não deve ser candidato, eu acho que as circunstâncias políticas deverão decidir que ele não deverá ser candidato”, avaliou.
Presidente Lula
João Lyra Neto também falou sobre a situação do presidente Lula (PT), afirmando que o líder petista pode não disputar a reeleição. A fala ocorre pouco tempo depois da filha do ex-político, a governadora Raquel Lyra (PSD), não participar de três agendas do Governo Federal no estado. Uma delas com a presença do chefe do Planalto e gestos do prefeito recifense ao petista.
O pai da governadora fez uma correlação da situação atual de Lula com a do o ex-presidente dos EUA, Joe Biden, que desistiu de concorrer à reeleição. “Eu tenho minhas dúvidas [sobre Lula], porque o Biden foi candidato à reeleição e na pré-campanha desistiu porque percebeu que não tinha mais condições de ser candidato a presidente da República. Eu acho que Lula já cumpriu três mandatos de presidente, então daqui a um ano, a avaliação da sociedade, essa velocidade que nós estamos das redes sociais, é que vai definir se Lula deve ser candidato ou não”, disse o ex-governador.