Teresa diz que relação de petistas com João é partidária; com Raquel é individual

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Por Redação
4 de fevereiro de 2026 às 07h30min
Foto: Américo Rodrigo

A senadora Teresa Leitão (PT) voltou a defender que o Partido dos Trabalhadores inicie o quanto antes o debate sobre a composição da chapa majoritária em Pernambuco para as eleições de 2026. Em Brasília, em entrevista exclusiva ao Blog Cenário, a petista afirmou que a indefinição pode gerar confusão no eleitorado de esquerda e comprometer a organização do campo progressista no estado. “A gente não precisa anunciar apoio agora, dizer que vai apoiar A ou B, mas é fundamental iniciar o debate. Não é ansiedade nem pressa. É organização política”, afirmou.

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A senadora ressaltou a importância de fortalecer a unidade da federação, composta também por PV e PCdoB, lembrando que o voto de um partido ajuda a eleger candidatos dos demais. Nesse contexto, defendeu reciprocidade na formação das chapas proporcionais, citando que, na eleição passada, o PT teve votação expressiva, mas acabou elegendo o mesmo número de parlamentares que os demais partidos da federação.

“Definimos convidar a federação para começar a fazer esses debates. Primeiro, para a configuração das chapas proporcionais, tanto a chapa federal, quanto a chapa estadual e abrir o jogo, ter sinceridade. Dizer o que é que tem, como é que essa chapa pode ser formada. Na eleição passada, o PT sozinho teve um pouquinho mais dos votos do PCdoB e do PV, e, no entanto, elegeu a mesma quantidade de parlamentares. Então, tem que haver também reciprocidade”, avaliou Teresa. 

A senadora foi questionada sobre as posições dividas do partido no estado, uma vez que há petistas integrando tanto o governo do prefeito do Recife, João Campos, quanto o da governadora Raquel Lyra (PSD).

“Tem uma diferença nisso. Não são petistas que fazem parte da gestão de João Campos, é o PT que faz parte da gestão de João Campos, porque deliberou internamente e tornou pública essa deliberação de apoiá-lo para prefeito em 2024. Se tem algum petista na gestão de Raquel, é por ele. Inclusive, teve um que teve que sair do PT para poder ocupar um cargo de mais destaque e saiu”, lembrou.

Ainda ao comentar a relação do PT com João Campos e Raquel Lyra, Teresa avaliou partidariamente as posições das legendas de cada um.

“A minha posição é de que o PT tem a unidade em torno do presidente Lula muito mais contida no PSB do que no PSD. Não estou inventando a roda, estou dizendo o que está acontecendo nacionalmente. O PSB já tirou posição de apoio ao presidente Lula. O PSD não tem, pelo contrário, pode até lançar candidato de oposição ao presidente Lula. Então, a gente tem que ir ajustando as coisas, como a gente fez na eleição passada. O Solidariedade tirou posição nacional de apoio a Lula, o PSOL tirou posição nacional de apoio a Lula, no entanto, Lula esteve no palanque da Frente Popular, mas foi para o palanque de Marília [Arraes] no segundo turno”,  completou.

Ao comentar a disputa pelo Senado, Teresa lembrou que, além da reeleição de Humberto Costa, há outros nomes colocados, entre eles o ministro Silvio Costa Filho, cuja proximidade com o presidente Lula pode fortalecer seu nome. Ainda assim, defendeu que a construção seja coletiva, ouvindo tanto o presidente quanto as lideranças locais, como o prefeito do Recife, João Campos.

“A gente quer uma chapa que seja 100% comprometida com o projeto do presidente Lula. Não queremos uma chapa dividida”, enfatizou.

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