Brasília

Câmara analisa medidas para frear alta dos combustíveis e mudar regras do ECA

Redação
Foto: Marcelo Camargo

Nesta semana, a Câmara dos Deputados deve analisar uma série de projetos de lei que tratam tanto da tentativa de conter o aumento dos preços dos combustíveis quanto do endurecimento das penas para crimes de natureza sexual previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de acordo com reportagem da Câmara dos Deputados.

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Entre as propostas em discussão está o Projeto de Lei 1625/26, de autoria do Poder Executivo, que cria um tipo penal específico nas relações de consumo para coibir o aumento abusivo no preço dos combustíveis. O texto recebeu parecer favorável do relator, deputado Merlong Solano (PT-PI).

A proposta em questão estabelece pena de detenção de dois a cinco anos e multa de 100 a 500 dias-multa para quem elevar, sem justa causa, os preços dos combustíveis com o objetivo de obter lucro.

O texto considera sem justa causa o reajuste que não estiver baseado por fatores econômicos legítimos, além disso também prevê aumento de pena de um terço, caso a prática ocorra em contexto de calamidade pública, crise de abastecimento ou instabilidade relevante no mercado fornecedor, como a tensão recente relacionada à guerra no Golfo Pérsico envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, conforme detalhado na reportagem da Câmara dos Deputados.

Outra proposta em análise é de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que busca vincular o aumento da arrecadação federal decorrente da alta do barril de petróleo exportado a medidas de estabilização dos preços dos combustíveis no país.

A iniciativa trata da destinação de receitas extraordinárias não comprometidas com medidas já anunciadas pelo governo para contenção de preços, também conforme reportagem da Câmara dos Deputados.

Além das propostas relacionadas aos combustíveis, a Câmara dos Deputados deve analisar o Projeto de Lei 3066/25, que aumenta as penas para diversos crimes sexuais previstos no ECA para os classificá-los como crimes hediondos.

A reportagem ainda traz um substitutivo preliminar ao projeto apresentado pela deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA). A autoria original é do deputado Osmar Terra (PL-RS).

O texto propõe uma nova definição para os crimes relacionados à pedofilia, substituindo o termo para “violência sexual de criança ou adolescente”.

De acordo com a relatora, a atualização acompanha entendimentos recentes das cortes superiores, permitindo que a caracterização do crime não dependa de contato físico ou de nudez explícita.

Além do aumento de penas, a proposta atualiza o ECA para abranger como violência sexual qualquer representação envolvendo criança ou adolescente, real ou fictícia, produzida por qualquer meio.

Isso inclui fotografias, vídeos, imagens digitais e outros registros audiovisuais, mesmo quando manipulados ou gerados por tecnologias digitais, inclusive inteligência artificial.

A análise da natureza sexual ou libidinosa das representações deverá considerar o contexto, o modo de produção, o enquadramento, a finalidade e demais elementos relevantes do caso concreto, conforme a reportagem da Câmara dos Deputados.