
Em mais uma tentativa de desgaste político do governo brasileiro, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que poderá taxar em 25% as importações do país. A alegação é de que algumas práticas do Brasil são “desleais”.
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Dentre as práticas citadas, estão o comércio digital e o desmatamento ilegal. A justificativa para aplicar a medida é uma investigação, aberta em julho de 2025, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que concluiu que políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio. O alvo principal é o Pix, que prejudicou comercialmente as operadoras de cartão de crédito norte-americanas.
Coincidentemente, a ameaça de “tarifaço” acontece exatamente uma semana após a visita com direito a reunião bilateral entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato a presidente da República. A visita à Casa Branca aconteceu no último dia 26 de maio. À época, o parlamentar não fez qualquer comentário sobre discutir nova tarifa ao Brasil. Hoje, ao ser associado pelo presidente Lula como responsável, ele disse que chegou a pedir a Trump que não taxasse os produtos brasileiros.
Alguns itens como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves estão excluídos da nova tarifa, que poderá entrar em vigor em 15 de julho. Segundo o governo americano, a taxação desses produtos poderiam causar “disrupções” em toda a economia americana, apontando que alguns deles “não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos, nem obtidos de outras fontes”.
O Governo Federal realiza uma reunião de emergência para definir como o Brasil vai responder a essa investida. Participam do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, além de representantes do Itamaraty.

