Cenário Político

Coluna da terça: André Ferreira e a força das urnas

Américo Rodrigo
Foto: Divulgação

Poucos políticos pernambucanos chegam à disputa eleitoral com um histórico tão consistente de votação quanto André Ferreira (PL). O parlamentar, que em 2022 foi o deputado federal mais votado do Nordeste, agora retorna à disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, cargo para o qual já havia sido eleito em 2014 com 74.448 votos.

Antes de chegar à Casa de Joaquim Nabuco, André construiu sua trajetória na Câmara Municipal do Recife, onde exerceu três mandatos consecutivos de vereador. Em duas dessas eleições, terminou como o candidato mais votado da capital, consolidando uma base eleitoral que se ampliou nas disputas seguintes.

Com um histórico de sucessivos bons desempenhos nas urnas, o respaldo do apoio de seis prefeitos e a estrutura do PL, André Ferreira entra na disputa estadual como um dos nomes com maior potencial de votação. A expectativa é de que sua performance fortaleça a chapa proporcional do partido e contribua para a construção de uma boa bancada na Alepe.

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Legislativo – As últimas costuras do PL afastam o partido da disputa majoritária em Pernambuco. O foco será fortalecer as chapas proporcionais para garantir expressivas bancadas na Alepe e na Câmara dos Deputados.

Reconfiguração – A presidente do PL Mulher, Izabel Urquiza, deve ser apresentada em breve como o nome que contará com o apoio do prefeito de Gravatá, Joselito Gomes (PSD). As últimas articulações apontavam, inicialmente, para uma possível aliança com Juliana de Chaparral (UB).

Espectadora – Apesar dos sinais de preferência sobre a composição da chapa majoritária, a governadora Raquel Lyra (PSD) evita entrar publicamente na disputa entre Eduardo da Fonte (PP) e Miguel Coelho (UB). No Palácio do Campo das Princesas, a avaliação é de que essa é uma decisão exclusiva da Federação União Progressista.

Trator – Com ampla maioria na executiva estadual da Federação União Progressista, o deputado Eduardo da Fonte (PP) foi indicado por unanimidade como pré-candidato ao Senado. A ala do União Brasil optou por se abster da votação, abrindo caminho para a consolidação do nome do progressista.

Braço de ferro – Tanto Eduardo da Fonte (PP) quanto Miguel Coelho (UB) apostam no peso político dos presidentes nacionais de seus partidos para assegurar um lugar na chapa majoritária. Enquanto o progressista conta com o respaldo de Ciro Nogueira, o ex-prefeito de Petrolina deposita suas fichas na articulação com Antonio de Rueda.