Após demolição do Edifício 13 de Maio, Prefeitura do Recife vai reivindicar posse do terreno

Notícias
Por Redação
6 de janeiro de 2026 às 10h00min
Foto: Américo Rodrigo

A Prefeitura do Recife iniciou, na manhã desta terça (6), o processo técnico para demolição do imóvel número 515 da Rua da União, no bairro da Boa Vista, conhecido como Edifício 13 de Maio. A ação é coordenada pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops) e cumpre uma determinação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), emitida em 2024.

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Inacabado e abandonado há mais de 60 anos, o edifício de 12 andares apresentava riscos à segurança da população e ao ordenamento urbano da área central da cidade. O início dos trabalhos contou com a presença de representantes da Secretaria Executiva de Controle Urbano, da Secretaria Executiva de Defesa Civil, além da empresa responsável pela execução do serviço. O custo total da intervenção é de R$ 1,692 milhão. 

Conforme explicou Marta Lima, secretária executiva de Controle Urbano, ao longo do processo judicial, foram feitas diversas tentativas de localizar os proprietários do imóvel, mas com a classificação de risco 4, a Justiça deu ao município o direito de demolição. O município também buscará reaver os custos da obra com a posse do terreno.

“A Justiça deu o direito de a gente demolir e depois ir atrás dessa despesa. Após a demolição, a Procuradoria vai entrar com o pedido do terreno para que a gente possa cobrir as despesas da demolição”, afirmou. 

Apesar do interesse do PCR em obter o terreno, não há ainda um planejamento de algum equipamento público que possa funcionar no local. A operação iniciou com a análise técnica dos imóveis ao redor, feita pela Defesa Civil, além da mobilização da empresa para a instalação de equipamentos no local. A demolição será feita de forma manual, do topo ao 5º andar. A partir do 4º pavimento, serão utilizados maquinários (retroescavadeiras), o que garantirá a segurança dos imóveis ao redor.  

A demolição será realizada pela Nova Terra Engenharia, empresa vencedora do processo licitatório. O diretor da empreiteira, Bernardo Dornellas, informou que os estudos para interdição das ruas ainda está sendo feito. Os serviços devem durar 10 meses e, para evitar riscos, cerca de 15 funcionários devem atuar nos serviços manuais e apenas dois maquinários na etapa seguinte.

“A gente precisa reanalisar os projetos, analisar a estrutura como um todo, para poder fazer o isolamento da área. Nossa previsão é iniciar a instalação da bandeja, das telas e da estrutura de suporte a partir do fim de janeiro, para o início de fevereiro. É a nossa previsão para ter o pessoal aqui em campo”, pontuou o engenheiro.

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