
Um dos senadores mais atuantes do Congresso, Fernando Dueire (MDB) não depende apenas do apoio das dezenas de prefeitos que já se posicionaram em defesa de sua reeleição para garantir seu nome na disputa deste ano. O caminho até as urnas passa por etapas que envolvem disputas internas e a consolidação de sua imagem junto ao eleitorado.
O primeiro dilema é doméstico. O MDB de Pernambuco, comandado pelo ex-deputado Raul Henry, possui outros projetos políticos para o partido no estado, o que pode dificultar a construção de um consenso em torno da candidatura de Dueire. A legenda avalia outras alianças e interesses para 2026, que não incluem o senador.
Caso a equação interna se torne inviável, a alternativa seria a troca de partido. Mas a mudança de legenda, por si só, não resolve o problema. Dueire precisaria encontrar uma sigla alinhada ao projeto da governadora Raquel Lyra (PSD). Nesse cenário, seria fundamental a garantia de que ele ocuparia um dos dois espaços na chapa para o Senado.
Outro ponto decisivo é converter sua intensa atuação parlamentar em conhecimento popular. Dueire é reconhecido nos bastidores de Brasília pela articulação e trânsito institucional, mas ainda enfrenta o desafio de transformar esse capital político em visibilidade nos municípios. São etapas necessárias para se tornar um candidato competitivo no pleito que se avizinha.
Clique aqui, inscreva-se e ative o sininho.
Topo – Dos pré-candidatos ao Senado que estão ensaiando entrar na disputa, Fernando Dueire (MDB) é quem reúne o maior número de declarações públicas de apoio de prefeitos. São 38 gestores pernambucanos que defendem seu nome na Casa Alta por mais oito anos.
Atuante – Deputado mais jovem da Alepe, Cayo Albino completou no último final de semana um ano de mandato. Nesse período, acumulou a liderança da oposição e a vice-liderança do PSB na Casa. Uma atuação de destaque que faz ninguém lembrar quem é o real titular da cadeira.
Adesão – A primeira segunda-feira do ano de João Campos (PSB) contabilizou mais um apoio para uma eventual disputa ao governo de Pernambuco em outubro. O prefeito de Pedra, Júnior Vaz (PV), reuniu seu grupo político para receber o gestor recifense e fortalecer o projeto da oposição.
Substituição – O ex-vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Carlos Neves, foi empossado ontem (5) como novo chefe do órgão de controle. Ele será o 20º presidente do TCE-PE e assumirá o cargo no biênio 2026-2027. A posse festiva está marcada para o dia 15 deste mês, no Recife Expocenter.
Vai ao chão – Abandonado há décadas, o antigo Edifício 13 de Maio, localizado na área central do Recife, será demolido pela Prefeitura a partir desta terça (5). Com a estrutura comprometida, o Tribunal de Contas do Estado determinou, ainda em 2024, a sua demolição. O custo do serviço está orçado em R$ 1,692 milhão.













